segunda-feira, 1 de outubro de 2018

TEM UM FEITIÇO NA MINHA PORTA!


Quando falamos de assuntos que envolvem o campo sobrenatural, místico e mágico, um dos temas que mais desperta interesse, fascinação e, porque não dizer, medos - são os que abordam sobre feitiços e feitiçarias. 
Em nosso site da ACALUZ, a publicação "FEITIÇO DO SAPO", tem atraído mais visualizações, curtidas e, por consequência, centenas de mensagens repletas de relatos, pedidos de mais publicações relacionadas com a temática e milhares de dúvidas sobre o fato; de como funciona ou ocorre; do que se trata e; é claro, sobre a possibilidades de os próprios duvidosos terem sido vítimas de feitiços. Tal interesse pode ser entendido se pensarmos tratar-se de um tema, que para muitos, estar para além do campo lógico, científico e racional. Encontra-se em uma esfera onde explicações metodológicas, teóricas e os axiomas não adquirem força ou aceitação de quem busca uma resposta para algo que não assume uma forma conhecida ou um sentido lógico. Por isso, apesar dos avanços tecnológicos, científicos, das inúmeras refutações desenvolvidas e dos diversos estudos que visam desconstruir e romper com visões que não se enquadram em leis, normas e regras pré-estabelecidas pelo mundo acadêmico ortodoxo e conservador. Mesmo assim, as inquirições e "expedições" em busca de respostas para tais questões não cessam, pelo contrário, ganham mais força e muito mais dúvidas a cada pergunta feita e a cada resposta oferecida. Isso porque, como foi dito, anteriormente, não se conforma a regras e normas pré-definidas, não possui respostas prontas e soluções uniformizadas e engessadas. Cada caso é um caso, com suas origens, intensidades, por quês e porquês.

MAS O QUE VEM A SER UM FEITIÇO?
A palavra feitiço em sua origem etimológica vem do latim "facticius", que significa "artificial; não-natural". Atualmente, segundo o dicionário Aurélio, a palavra feitiço assume o sentido de "malefício de feiticeiro; bruxaria." Com as explorações e domínios impositivos dos europeus, em especial, dos portugueses sobre as civilizações da costa litorânea oeste do continente africano, o termo "feitiço" foi absorvido pelos povos nativos, que alteraram, através do uso, a pronúncia para "fetixu". Já os franceses no século XIX, deram nova forma ao vocábulo "fétiche", "objeto ao qual se atribui um valor ou sentido sobrenatural" ou "objeto ou parte do corpo em que se busca a emanação de uma excitação ou energia de valor erótico." Daí a ideia de se defender e acreditar que se faz feitiços com peças de roupas, objetos pessoais, nomes de pessoas e partes do corpo, como: cabelo, unha e pele.
Se analisarmos a fundo cada sentido atribuído a palavra "feitiço" por diferentes sociedades ao longo do tempo. Perceberemos que todas colocam-o no campo sobrenatural, do inexplicável, de algo que independe de nossas vontades ou resistências. Aquilo que não é algo natural, sólido, concreto, mas sim, artificial, que necessita da interferência humana para ter origem e lhe atribuir um sentido.
Quando falamos em sentido, estamos nos referindo a uma visão errônea e, de certa forma, consolida de atribuir ao feitiço, apenas e somente, um caráter maléfico, destrutivo e demoníaco. Como falamos, o feitiço, a energia emanada ou desejo direcionado a algo ou alguém, que com tanta força despejada e aplicada pode interferir de alguma forma naquilo que se visa ter ou destruir. Tudo isso, só irá possuir e assumir um sentido positivo ou negativo, a partir de quem recorre a tais expedientes. Ou seja, dependerá do individuo que de forma isolada ou recorrendo a alguém que possa realizar certo ritual, apresentará a energia positiva ou negativa originária, depositada por alguém sobre o desejo esperado. Nesse sentido, as entidades, forças da natureza e demais elementos envolvidos na prática de um feitiço, atuam apenas como elos de ligação, canais de contato entre o ser humano, as energias cósmicas e os alvos dos seus interesses. Em outras palavras, o "bem" ou o "mal", o "positivo" ou o "negativo", o "bom" ou o "ruim", o "certo" ou o "errado", não estará no feitiço em si, mas naquele que o solicitou e desejou.
Em se tratando em tipos de feitiços mais conhecidos, podemos citar vários, com diferentes sentidos, intensões, intensidades e finalidades:

1. FEITIÇO DE AMOR: Feitiço de amor diz respeito a todo tipo de mágica utilizada para, de alguma forma, despertar o amor ou a paixão entre pessoas, sem uso de atividade direta de conquista. A magia amorosa pode ser feita em muitas formas, variando conforme as épocas e lugares. Podem ser Feitas através de variados trabalhos com diversos elementos, tais como, peça de roupa, frutas, mel, sangue, velas...

2. FEITIÇO PARA OBTER EMPREGO: Conseguir um bom trabalho e rápido, já viu que não é fácil. Por quê não pedir uma ajudinha com uma simpatia ou oração poderosa para arrumar. Existe milhares de trabalhos a serem realizados e com presteza de que vai dar certo. Vai do mais simples com banhos e velas, ao mais complexo, com ebós e materiais diversos.

3. FEITIÇO PARA EQUILIBRAR A ENERGIA INDIVIDUAL E PESSOAL: Será que um vizinho pode fazer mal a energia de nossa casa, empresa ou a nossa energia pessoal? A resposta é sim. Às vezes, a energia negativa pode aparecer em sua casa, ficando difícil a escapatória. Desequilibrando sua vida pessoal, seus negócios, sua relação amorosa, a vida em família. Para tanto existem também milhares de trabalhos a serem feitos, que vai do mais simples ao mais complexo.

4. FEITIÇO PARA DESTRUIR UMA RELAÇÃO DE AMOR: As vezes pensamos que não existe pessoas para realizar tais atos, mas é o que mais tem. São pessoas que não se conformam com a vida que levam, com a perda, ou muita das vezes por inveja da felicidade alheia. E estas pessoas estão dispostas a fazer o impossível para destruir a vida das outras. As vezes são pessoas que convivem diariamente em nosso meio, ou as vezes são pessoas que achávamos que eram nossas amigas e se afastaram, e estão vibrando com energia ruim para destruir nossa vida.
O que temos que ter em mente que independente do nome que se der: feitiço, trabalho, ebó, despacho ou bruxaria. Ou do sentido, energia e intensão que se deposite em tal ou tais ações que busquem alterar os cursos da vida e a ordem natural das coisas. Todos terão o poder de gerar consequências nas existências de quem solicita as interferências sobrenaturais e quem será o alvo dessas interferências. Por isso, aquela máxima dos cultos afroameríndios deve ser sempre lembrada:

"TUDO O QUE VOCÊ DESEJA E FAZ PARA OS OUTROS, DE BEM OU DE RUIM, VOLTARÁ EM DOBRO PARA VOCÊ."

Ou ainda...
"A GENTE SÓ COLHE AQUILO QUE PLANTA." Nesse ou no outro mundo.

Por. Diego Bragança de Moura - Historiador da ACALUZ
Revisão: Adriano Figueiredo Leite - Presidente da ACALUZ.