domingo, 31 de julho de 2016

Homenagem ao Zé Malandro


Neste Sábado dia 27 de Agosto de 2016, estaremos realizando a comemoração de mais um ano de Axé e Luz através da entidade Zé Malandro da família Pelintra, terá inicio as 12h00 na Sede oficial da ACALUZ em Belém, e contará com a presença do Babalorixá Odé Tawandacy pai pequeno da casa. Venha participar e receber as bençãos de um povo tão querido dentro da nossa religião. Esperamos todos com os braços abertos cheios de Axé e Luz...

Por. Adriano Figueiredo.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

DIA DE SÃO JORGE: O SANTO GUERREIRO!!!

Santo da tradição católica, mas também está presente no Anglicanismo, na religião católica ortodoxa e no sincretismo existente na umbanda e candomblé.
O dragão presente em iconografias do santo, é a representação do diabo e tem origem em uma lenda antiga, que contava que em uma cidade existia a prática de oferecer em rituais de sacrifícios, jovens ao demônio. Um dia uma princesa seria oferecida em sacrifício. Foi quando, segundo a lenda, são Jorge apareceu, dominou a fera e fez com que todos da cidade se convertessem e fossem batizados.
Apesar de Jorge ter morrido no século IV, sua armadura possui uma cruz vermelha no peito, que é um símbolo que só foi criado e popularizado durante a primeira Cruzada, o que confere a ideia de um guerreiro, soldado e valente. Essa cruz só foi associado a sua imagem no começo do século XII d.c., quando a Inglaterra a adotou como sua bandeira.
A imagem de Jorge montado em um cavalo branco, é algo que não possui comprovação histórica. Entretanto, acredita-se que essa sua representação montado em um cavalo branco, tem origem na mesma lenda do dragão, pois afirmava-se que foi galopando em um cavalo branquelo, que o herói salvou a cidade do domínio do mal.
A própria lenda de que São Jorge, mora na Lua, onde muitos acreditam poder ver a sua imagem derrotando o dragão, provavelmente, tem uma raiz brasileira. Na Umbanda, São Jorge corresponde a Ogum, o santo da guerra. Esse orixá tem energia masculina, o que o faz buscar vibrações femininas na Lua - daí a relação. Muitos defendem que essa relação de Jorge com a Lua só existe em poucos países, outros que só no Brasil essa associação tem força e ocorrência.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Estado Laico???


Essa barreira já apresenta fissuras, infiltrações e rachaduras que aos poucos vem inundando e devastando a liberdade de ser, agir, pensar e as pluralidades de escolha de muitos, que muitas vezes não percebem, mas estão sendo afogados por um tsunami de intolerância e segregação ideológica, dogmática, filosófica e cultural. Nenhuma religião é o problema, até porque todas em suas bases pregam e ensinam que o ser humano deve ser o melhor para si e para os outros. O problema está naqueles indivíduos(as), que utilizam das religiões e da fé alheia, para influenciar outros a serem egoístas, intolerantes, desrespeitosos, violentos, ignorantes, ditadores que buscam impor o que é o "certo" ou o "errado". Tudo isso, com a justificativa, "legitimadora", de estarem seguindo a "palavra e a vontade de Deus", mas na verdade estão longe de pregar o amor ao próximo e os verdadeiros ensinamentos, realmente, dignos de serem chamados de divinos e celestiais. Quando as pessoas entenderem que dentro de suas próprias crenças existem divergências e formas diferentes de interpretar uma mesma história, passagem e ensinamento, entenderam que as imposições ideológicas que hoje apoiam, um dia podem se voltar contra si e não se apresentarem mais como axiomas tão justos como outrora. Democracia significa um sistema onde não importa sua cor, origem, crença ou ideologia. Mas sim, onde todas esses elementos deverão ser respeitados sem hierarquização classista, ideológica, social e/ou histórica.

sábado, 23 de julho de 2016

Pensamentos: "Religiões e a Realidade"

 As religiões devem ser encaradas como formas individuais e/ou coletivas de referenciar o(os) divino(os), o sagrado, o sobrenatural, a fé em algo, muitas vezes, invisível, não palpável ou possível de ser explicado, absolutamente, através de teorias e teses científicas. Deve servir para nos tornarmos seres melhores para todos. E nunca para ofender, humilhar, segregar e destruir outras formas de cultuar e adorar a espiritualidade. Pois desta forma, não se configura em religiões, mas sim, ditaduras, vertentes opressoras, desumanas, impositivas, ou seja, tudo menos uma "religião", que significa um elo de ligação (religação) dos homens com seu ou seus deuses. Até porque entre 15 mil religiões existentes no mundo com mais de 400 milhões de deuses cultuados, achar que existe uma única religião verdadeira e aceitável chega ser algo egoísta, egocêntrico e narcisista em padrões racionais. Ninguém é obrigado a acreditar e referenciar outra crença, mas respeitá-las é algo constitucional e digno de quem quer respeito e tolerância para sua própria crença. O contrário disso, se reproduz em fanatismo e fundamentalismo como observado nas ações do Estado Islâmico pelo mundo ou nos ataques realizados no Brasil contra religiões minoritárias, assim como contra todos aqueles que fogem do que é imposto como comportamento aceitável por religiões ou grupos que praticam tudo, menos o que suas próprias crenças pregam na base.


Por. Diego Bragança de Moura

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Apenas Pensando...


Cada Religião e/ou Nação dos cultos de origem ou influência afro, tem seus modos de cultuarem suas divindades e seus dialetos próprios, que são responsáveis por denominar os elementos sobrenaturais e físicos que compõem cada crença. Porém, podemos observar que, em certa medida, as diferentes formas e maneiras de culto misturam e assimilam, de forma mais visível ou não, práticas, saberes, fazeres e filosofias de diversas religiões (afros ou não), em seus modos de exercerem suas crenças e fé. A mesma constatação pode ser identificada no falar, ou seja, no vocabulário presente em todos os rituais e práticas religiosas, que ao longo da história sofreu e vem sofrendo interferências e contribuições de línguas, dialetos e modos de  comunicação de origens diversas do continente africano. Essas assimilações e novas formas de identificação e reconhecimento de elementos religiosos através dos verbetes diversos de origem africana, deve-se muito a própria forma como os negros escravizados foram de maneira compulsória sequestrados e trazidos para o Brasil em navios negreiros, onde grupos de regiões e tribos diversas, falantes de inúmeras línguas e dialetos tiveram que desenvolver novas modos de comunicação verbal, gestual e simbólica, mesclado as múltiplas manifestações linguísticas existentes. O que também foi determinante para a constituição de novas formas de culto aos ancestrais e deuses do panteão africano em terras tupiniquins. Pois, como apenas trouxeram de sua terra mãe suas memórias e experiências, como forma de resistência e valorização de suas culturas religiosas e filosóficas, estabeleceram novas práticas religiosas associando, mesclando, absorvendo ou readaptando suas crenças com elementos distintos dos originais, mas que no final das contas visavam garantir a manutenção e sobrevivência dos elos entre homens, mulheres e suas divindades.  Fato que justifica as "misturas" e presenças distintas nas formas de cultuar determinadas crenças de origem e/ou imfluência afro, o que pode ser percebido  até no nosso dia a dia, no que tange ao modo de falar e os significados que cada palavra para formas e práticas diferentes, além nas formas de preparo de procedimentos característicos em cada religião ou culto, como: nas formas de degustar alguns alimentos, nos preparos dos mesmos, na organização, montagem, estruturação, composição e formas de apresentações das obrigações, oferendas, preceitos e demais práticas sagradas.
O que temos que ter em mente é que cada Religião tem seus modos e regras a serem seguidas que podemos chamar de "TABU" e/ou procedimentos ritualísticos próprios.
Nesse caso podemos dizer que a Umbanda é uma Religião organizada e, por isso, podemos afirmar com toda convicção que: "TEM FUNDAMENTO EM TUDO O QUE FAZ". Posso até destacar sem medo que ela não precisa de muitos apetrechos e adereços para realizar um culto, uma seção. Basta uma vela e um copo com água e você já faz seu ritual, seja ele de cura ou de magiamento. Isso se deve a um princípio básico da Umbanda, a HUMILDADE, ou seja, na própria forma de se praticar a Umbanda, seus elementos materiais se demonstram simples, pois o que importa é a fé dos envolvidos e os objetivos que se pretende alcançar: caridade e humildade.
Outras vertentes religiosas, porém, precisam de vários objetos, utensílios e alimentos até mesmo de nosso cotidiano para realizar um trabalho de magia. Então, a diferença na forma de culto e no modo de falar encontramos também NO QUE CULTUAR e COMO CULTUAR. Cada um através de seus ensinamentos com seus zeladores, aprende, aprimora e repassa aos seus. Dai vemos que Umbanda, além dos Caboclos brasileiros, cultua os orixás chefes de falanges, as famosas energias da Natureza e suas lendárias "estórias/histórias" que são contadas diariamente nos terreiros.
O Candomblé Cultua os Orixás, seguidos dos Encantados e Caboclos, mas que tem como prioridade os Orixás, os Deuses Ancestrais Divinizados. Usa uma vasta gama de conhecimentos passados através da Oralidade dentro do Culto. E se utiliza de muitos materiais da Natureza, alimentos diversos e tantas coisas que fogem a nossa imaginação.  
O Culto ao Egungun, cultua o Espirito de um "Babalorixá desencarnado". Um Egun Ancestral, ou melhor dizendo, CULTO AOS MORTOS ANCESTRAIS DA RELIGIÃO. Tendo regras de participação e sendo exclusivo e fechado a seus membros.
Os jogos divinatórios, apesar do que muitos pensam, não pertencem a nenhum médium, e nem exclusivamente todos os jogos venham a pertencer a uma unica Religião ou Nação ou Ceita, ou seja, não é toda "Nação" que deve utilizar, exclusivamente, todos os métodos de jogos divinatórios existentes, cada uma tem o seu e o modo de receber o jogo requer preceito e mérito. Anos de estudo e prática para não ser mais um jogador com uma placa na porta e ainda dizendo que TRÁS  DE VOLTA O AMOR EM 24H.
As vezes pensanos que pensar também ofende. Mas na verdade nos faz refletir sobre para onde vamos... Pois, de onde viemos tá difícil.
Em suma, podemos entender que não importa se uma religião cultua os deuses ou entidades diferentemente de uma outra. Mas sim, se aquela ou aquelas formas de culto são realizadas com fé, dedicação, respeito, preparo e devoção. A dispulta de ego e fama dentro de certas casas de axé e em muitos zeladores e zeladoras de santo ou orixá, ou entidades, tem levado os cultos afro-indígenas a um certo descrédito e avanço de formas diversas de preconceito e discriminação. Pois a fé e os reais dogmas e filosofias existentes dentro de cada religião são deixados de lado: humildade, fé e respeito. Diante disso, devemos saber respeitar quem de sua forma própria, ou de sua conduta religiosa de raíz possui seu axé (força, bênçãos, energia) e buscar sempre evoluir, positivamente, dentro de nossas próprias crenças e formas de ver a vida e todos ao nosso redor.

Por Adriano Figueiredo - Presidente da ACALUZ e
Diego Bragança de Moura - Historiador da ACALUZ
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Foto ilustrativa retirada do Site: http://www.conexaojornalismo.com.br/ - Eric Andriolo e Douglas Mota