segunda-feira, 31 de maio de 2010

Cantando para Bandeirantes

Família da Bandeira



O movimento dos bandeirantes, ou simplesmente bandeiras, foi um movimento iniciado em meados do século XVII. Os bandeirantes foram, praticamente, os desbravadores do Brasil. Bartolomeu Bueno da Silva, Antônio Raposo Tavares, Manuel de Borba Gato e Fernão Dias Pais são alguns dos mais famosos bandeirantes.

No início do movimento, os bandeirantes adentravam o país em busca de índios para serem escravizados. Depois que a escravidão de índios deixou de ser usual, ele passaram a procurar no interior do país metais preciosos. Foi aí que o ouro foi descoberto em Cuiabá e também em Minas Gerais. Goiás também teve suas cidades mineradoras como a antiga Vila Boa – atual Cidade de Goiás – e Pirenópolis. Os bandeirantes também capturavam escravos fugitivos que se embrenhavam dentro de matas para formar quilombos. O Quilombo dos Palmares, por exemplo, foi destruído por um grupo de bandeirantes.


Durante suas aventuras no território brasileiro, os mantimentos dos bandeirantes muitas vezes acabavam. Assim, eles eram obrigados a montar acampamentos para plantar e fazer reposição do estoque de mantimentos. Esses acampamentos davam origem a pequenos arraiais. Os arraiais formados por causa da mineração, muitas vezes desapareciam junto com a prospecção ou então davam origem a municípios.

Os bandeirantes levavam arcabuzes, bacamartes, pistolas, chumbo e pólvora, machados, facas, foices e cordas para prender e conduzir os índios escravizados. Apesar de representados, em pinturas e esculturas, como homens bem vestidos, andavam descalços, usando grandes chapéus de abas largas e gibões de algodão acolchoados para se proteger das flechas. Caminhavam em fila indiana, uma influência indígena. Durante o tempo que passavam no sertão, o alimento básico era a "farinha de guerra", feita de mandioca cozida e compactada, além do que encontrassem na mata. Dependiam da caça, da pesca, das ervas e raízes, do mel silvestre e, quando adoeciam recorriam aos recursos da flora e da fauna utilizados na "medicina" indígena, conhecidos mais tarde, em toda a Colônia, como "remédios de paulistas".

"Com o tempo, passaram a plantar roças de subsistência ao longo dos caminhos percorridos, que eram colhidas na volta ou deixadas para outras bandeiras".

I.
Meu Pai ganhou bandeira
Na mata do Araçá
Chegou caboclo em terra
Chegou sem Caçará..
Caçará Caboclo
Pedra de Itacolomi
Salve o Rei da Bandeira
E a folha do Ariri…

II.
Eu sou aquele caboclo
Que já venci trincheira
Me Chamo Caçará
Filho do Rei da Bandeira
(Pontos enviados por Erickson Lima)
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III.
Olho d’água
Seu Olho d’água popocou na areia
Popocou na areia
Popocou na areia do mar.
O Seu navio encalhou na areia
O Seu navio afundiou no alto mar
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IV.
Areinha
Eu sou aquele caboclo
Nasci em um morro de areia (bis)
Me chamo Areinha
Filho do Rei da Bandeira

V.
Princesa Iracema
Ô Irá
Ô Iracema (bis)
Sou a cabocla guerreira
Sou a Cabocla Iracema (bis)
Senhora Dantã
Ô lá vem Dantã

VI.
Vestida da cor de pavão
Como ela vem tão bonita
Com a borboleta na mão.

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VI.
Caboclo Serraria
Terra de caboclo
É uma grande encantaria (bis)
Lá vem caboclo
Lá da Serraria (bis)

VII.
Princesa Iracema
Quem quizer viver sobre a terra
Quem quizer viver sobre o mar (bis)
Salve a Princesa Iracema
Salve a sereia do mar (bis)

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VIII.
Abitaquara
Abitaquara é guerreiro
Guerreiro que sabe guerrea
Ele é filho da Bandeira
Bandeira, bandeira imperial.
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IX.
Cabocla Ita
Ô Ita
Companheira Ita
Ô Ita
Vamos pelejar (bis)
No mar já não tem canoa
Passarinho avoa
Passo avuadoor (bis)
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X.
Eu vou fazer uma viagem
Uma viagem de vapor
Na Ilha dos Carangueijos
Cabocla Ita se encantou
Andei, andei minha senhora
E acá cheguei .
(Pontos enviados por Salomão)
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XI.
Caboclo do Munir
Eu sou caboclo que vem do Munir (bis)
Ôh caboclo é feio, anda sozinho. (bis)
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XII.
Caboclinho
Numa raiz de coral
Foi aonde eu nasci (bis)
Sou eu Caboclinho sou eu
Da praia do Ariri. (bis)

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XIII.
Cabocla Ita
Na minha adeia mora uma Cabocla
Todos dizem que é homem,
Mas ela é muher (bis)
Ela é a Cabocla Ita
Da pena cinzenta
Mora na aldeia de Tapindaré. (bis)
(Pontos enviados por Salomão)

Publicado por. Adriano Figueiredo Leite - Presidente da ACALUZ.
Pesquisado por. Diego Bragança de Moura - Historiador da ACALUZ
Fonte: www.multirio.rj.gov.br